05 February 2010

Conversas entre pai e filho

Bem pai, hoje estas cá com uma pinta...

03 February 2010

Afinal ainda há super mulheres

Aqui há uns tempos falei, aqui, de uma visinha que tenho que, sozinha com uma filha de 2 anos, luta contra o cancro da mama.

Esta manhã encontrei-a na entrada do prédio, e ali ficámos um pouco a conversar. Entre eu lhe dizer que ia ser operada outra vez, e ela ter ficado chorosa (que isto há estranhos laços que unem estranhos nas doenças) ela contou-me que também vai ser operada algures no fim desta semana princípio da próxima. Vai retirar as duas mamas e a axila. Mas o que me impressionou nem foi isto, foi o que me contou depois. Foi o ter dito que durante os 8 ciclos de quimioterapia vinha sempre para casa tomar conta da filha, fazer jantar, aturar birras, dar banhos, brincar com a míuda. Todos os dias. Todos os dias. E isto é de uma valentia que não tem explicação.

O pós operatório nem é uma questão de ser complicado, é mesmo o ser muito doloroso e limitativo (que eu já estou preparada, porque conheço ao que vou, mas ela não). E fico a pensar que ela é uma super-mulher. Que vai, mais uma vez, passar isto sozinha com um bébé a cargo. Isto é de um valor incalculável.

Do fundo do coração espero que a vida lhe sorria. Muito. E que a deixe criar a filha a quem se dedica.

Realmente eu tenho uma sorte do caneco. Se a coisa, por algum momento der para o torto, e o meu corpo decidir trocar-me as voltas, olho para trás e tenho um balanço muito positivo.

Em 36 anos tive a sorte de ter tido uma familia única, uns pais excepcionais, e as melhores irmãs e cunhados que se podem ter. Fui muito amada e amei bastante. Tive um filho. O filho que eu quis. Tenho um marido que me quer muitissimo bem e me trata melhor ainda. Aliás, tive a sorte de me casar com o meu melhor amigo. Tive Amigos, mesmo. Daqueles com A grande, que nem vale a pena nominar, porque aqueles que me lêem sabem quem são, e os que não lêem também sabem que são correspondidos. Aliás, tive amigos que hoje, para mim e no meu intímo, também são familia. Viajei, não tudo o que quis, mas onde sempre me propuz ir. Dancei, ri, diverti-me por esta vida e pela outra.

Eu, até agora, tive uma vida. E sei que vou, depois de tudo, continuar a tê-la. Que eu não tenho nem tempo, nem paciência, nem espaço para ficar a meio. Aliás, quem me conhece sabe que eu nunca deixo nada a meio :)

21 January 2010

Assim, de repente, são as novidades que me ocorrem

operação a 24 fev, com biopsia negativa

miomas tratam-se em proximas nupcias (para o ano, portanto)

o pai não acusa o toque das mamas novas

continuo a ser uma pessoa extremamente doente, sim?


Por isso têm que me fazer as vontades todas, nomeadamente ficar com o puto para eu ver o Avatar e assim Portugal já ser mais um país em que toda a população já viu o filme

18 January 2010

Porque é que uma mulher

mãe de familia, maior de idade, independente tem medo, e nem sabe como o fazer, de dizer aos pais que voltou a fumar?

Que coisa, man, que me anda a consumir....

13 January 2010

Eu sou uma winx

Não és nada, que as winx são meninas

Não são nada meninas

Então porquê?

Porque eu sou menino e sou uma winx. Queres ver? Tomá lá, sónicassssssssssssssss

(perante isto, restou-me apanhar com umas sonicas - o que quer que sejam sonicas - e continuar o que estava a fazer)

06 January 2010

(in)sensibilidade masculina

Estava eu ontém a dizer ao meu marido, quando estavamos deitados e eu esperava que a máquina da roupa acabasse de lavar para estender a mesma (roupa, não máquina, sim?)

ah, eu estou sempre a achar que a máquina vai explodir (quando está a centrifugar) por isso não fico ali à espera porque eu com a sorte que tenho aquilo explode nessa altura e arranca-me as pernas
ora isto é uma cena perfeitamente possivél de (me) acontecer e legitima de (qualquer um) pensar

então não é que o gajo desata a rir como se não houvesse amanhã, levanta-se da cama, põe-se de joelhos e desata a andar de um lado para o ar de braços esticados para a frente a dizer

e depois vens tu sem perninhas, a arrastar-te de cesto da roupa na mão, aos berros a dizer traz-me lá a esfregona que aquilo está ali tudo sujo e tenho que limpar aquilo que se eu não limpar ninguém limpa

porra, uma gaja a abrir-se sentimentalmente para o seu gajo e ainda tem que levar com (in)sensibilidades destas

28 December 2009

Diz que a miuda das maçãs me aqueceu o Natal e fortaleceu laços

Cheguei na 5ªf ao escritório e tinha uma caixa/encomenda em cima da mesa. O remetente não deixava muita margem de dúvidas. Só me passou pela cabeça olha, esta gaja não existe, passou-se!


Como esperado, dentro da caixa estava isto:


Assim que cheguei a casa, alguém surrupiou logo uma maçã, bem encarnadinha (perdoa-me mas a minha citadisse não me permite saber coisas básicas como a raça - e tenho para mim que não é raça que se diz - das maçãs, pelo que as catalogo por cores, com excepção da reineta - que vai hoje acompanhar, sob forma de puré, um belissimo lombo no forno, upa upa!)


Míudas, tenho-vos a dizer que não há, em tôdómundo maçã melhor que a da míuda das maçãs. Juro juradinho.


Não há palavras que cheguem para te agradecer. Até porque sei que isto é muitissimo para ti ;)